segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA



Carnaval é tempo de festa ou reflexão?
Muitos espíritas ingenuamente julgam que a participação nas festas carnavalescas não acarreta nenhum mal a integridade psico-espiritual. E de fato não haveria prejuízo se todos brincassem num clima sadio, de legitima confraternização. Infelizmente, porém, a realidade é bem diferente. O Espiritismo esclarece que a humanidade está o tempo todo em companhia de legiões de seres invisíveis recebendo boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que se encontre cada indivíduo. Essa massa de espíritos inferiores aumenta consideravelmente nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval.

Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis.

O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. A folia já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava Bacanalia; na velha Roma dos Césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, foi chamada de Saturnalia onde nessas ocasiões se sacrificava uma vítima humana.

Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta: o que de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo e a matéria com inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento.

Mas, do mesmo modo como se pode ser facilmente dominado pelos maus espíritos quando sintonizados na mesma freqüência de pensamento, também se obtém pelo mesmo processo o concurso dos bons, aqueles que agem a favor dos indivíduos em nome de Jesus. Para isso, basta estar predisposto a suas orientações, atentos ao aviso de "orar e vigiar" que o Cristo deixou há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a prática da caridade desinteressada.

Como o imperativo maior dos espíritos é a Lei de Evolução, um dia todas essas manifestações ruidosas que marcam o estágio de inferioridade tendem a desaparecer da Terra. Em seu lugar, então, deve predominar a alegria pura, a jovialidade, a satisfação com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade.

Por maior que seja a fé de um ser diante de festas como o Carnaval, os riscos de contrariedades e aborrecimentos são muito grandes e para isso é preciso redobrar a vigilância pois como disse o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém."
Web site: www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo1099.html Autor: Texto editado da Revista Visão Espírita. (Março 2000) e do artigo “O Espírita e o Carnaval” de Pedro Fegundes Azevedo

domingo, 25 de dezembro de 2011

CARTA DE NATAL - Maria Dolores


Ninguém te esquecerá, Jesus, o berço pobre,
A noite, o frio, a palha, a estrebaria,
A estrela que surgiu no firmamento
E os pastores cantando de alegria!...

"Glória a Deus nas Alturas, Paz aos Homens
De toda a Terra!... "Temos na lembrança
A voz dos anjos que te acompanhavam
A mensagem de amor e de esperança...

Quantos conquistadores já passaram!...
Senhores do poder, altivos e aguerridos...
E quanto mais brilhavam sobre os povos,
Mais desceram, por fim, aos museus esquecidos!...

Hoje, o Progresso atinge culminâncias;
É o cérebro a fulgir em triunfos supremos;
Mas quando a provação nos procura e domina
É sempre a ti, Senhor, que recorremos.

Natal!... Os homens cantam separados...
Perdoa-nos, Senhor, os erros tais quais são
Não nos deixes a sós, Amado Amigo.
Fica, Jesus, em nosso coração!...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

NÃO MORREMOS, MUDAMOS DE ESFERA




Morrer não é motivo para choro e lamentação e sim de alegria, porque é conclusão de curso na escola terrena, exceto os casos dos suicidas, que sofrerão pelo crime praticado, não só na vida espiritual mas também quando reencarnarem.

Lamentar a morte de alguém é rebelar-se contra Deus, embora seja compreensível o choro pela ausência do ente querido. Ausência temporária e não definitiva, porque todos terão que fazer essa viagem um dia, indiscutivelmente.

Antonio F.Rodrigues

PRECE PELOS DESENCARNADOS


Pai!... Ao longo da vida fomos devolvendo à Ti muitos daqueles que amamos...

Um a um, às vezes os mais idosos, as vezes os mais jovens, foram retornando para casa, deixando para trás saudades que até hoje nos é difícil suportar; flores que trocastes de jardim, deixando em seu lugar o silêncio e a solidão...

Hoje queremos pedir por eles, a todos que de uma forma ou outra estiveram ligados à nós nesta encarnação, para que os abençoe e guarde, a fim de que encontrem paz e serenidade no mundo espiritual.

Muitos deles, Senhor, não obstante o coração generoso, afastaram-se do corpo através de enfermidades dolorosas e incuráveis que lhes minaram as forças até o final, deixando na memória de todos o exemplo da coragem e da fé em Teus desígnios, sem esmorecimento...

Outros, Senhor, desiludidos com as provas que lhes cabiam na derradeira existência, não suportaram e sucumbiram, afastando-se da carne pelo suicídio ou pelas drogas, arcando assim com o agravamento dos débitos que lhes diziam respeito e por isso mesmo infinitamente mais infelizes que antes...

Outros, Pai, deixaram para trás os mais belos e santos laços desencarnando em pleno vigor juvenil, desfazendo-se assim de pesados grilhões passados e retornando com a leveza das aves para os ninhos Superiores, para descansar e prosseguir...

Outros ainda, Senhor, deixaram o corpo como quem abandona fardo inútil após cumprida a tarefa, enveredando-se pelos caminhos da felicidade engalanados de luzes e valores, conquistados pelo trabalho santo a que se dedicaram na Terra, em favor de todos os seus semelhantes...

Representaram muito para nós... Para alguns pudemos dizer "te amo", para outros não... No entanto, pela importância que tiveram em nossas vida, o nosso amor há de lhes ser carinho constante no além, porque acredito que nada se desfaz com a morte do corpo, pelo contrário, se fortalece...

Que hoje, possamos levar a todos eles o nosso pensamento de ternura e gratidão, para que saibam, estejam onde estiverem, que não estão esquecidos.