sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Meu filho, meu filho!

Meu filho, o lar é o berço do teu destino!...
Templo aberto ao teu coração, aí tens o porto a que o Senhor te conduziu no extenso e furioso mar da vida terrestre.
Aprende a respirar dentro dele, com o respeito e a bondade que a vida nos merece.
Haverá, porventura, lição mais comovente que o esforço de teu pai por manter-se robusto e poderemos, acaso, encontrar mais sublime testemunho de sacrifício e ternura que o carinho de tua mãe, esquecida de si mesmo, em favor da tua alegria?
Quando a chuva, lá fora, enlameia a estrada e quando a ventania passa zunindo, na altura, já pensaste na bênção do teto que te agasalha? À mesa, quando a sopa fumegante convida tua fome ao repasto, já refletiste na sublimidade do santuário que te abriga? Quando, cansado, te acolhes ao leito, já meditaste na doce e misteriosa mão de Deus que te sustenta o sono?
Aprende a honrar tua casa, no culto da gentileza, enriquecendo-a com o teu serviço constante no bem e santificando-a com o teu amor.
O lar é o primeiro degrau com que o Todo Poderoso nos induz a escalar o Céu.
Tua casa é o teu celeste jardim no mundo. Cultiva aí, nesse abençoado recanto de paz e trabalho, as flores do bem que nunca fenecem.
Ajuda-o na preservação da tranqüilidade e do bem estar, porque, um dia, de fronte preocupada, como agora acontece ao teu pai e à tua mãe, crescido e pensativo, terás um lar diferente, onde entrarás como senhor, e, inclinado sobre algum rosto alegre e saltitante, como o teu, igualmente dirás: - “Meu filho! Meu Filho!...

Meimei

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ser espirita

Viajores do Infinito



Não são muitos que entendem que a felicidade é uma construção diária, ou uma sementeira. Semeando o bem, o amor, a bondade, a alegria, certamente teremos futuras colheitas de harmonia e paz.

Aprendemos com o Espiritismo, que somos os construtores do nosso destino. Quando somos capazes de perdoar completamente, sem deixar que as ofensas nos magoem e marquem o nosso íntimo, certamente, nos prevenimos de dores e decepções.

O Espiritismo não salva; libera, ilumina. O conhecimento espírita é libertador, porque desgasta as algemas que nos prende aos inimigos. Jesus aconselha de forma imperativa: “Fazei as pazes com o vosso adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que o adversário não te entregue ao juiz e sejas encerrado na prisão.” O conhecimento espírita nos ensina que perdoando, libertamo-nos das algemas, ou prisão mental do ódio ou desamor, ou ainda das reencarnações em que retornaremos juntos com os adversários numa mesma família.

No Espiritismo não basta crer, é preciso compreender. Entender que somos espíritos imortais, criados simples e ignorantes, destinados a perfeição; e que esta será alcançada através das vidas sucessivas.

Para suprimir a dor de nossas vidas é preciso aprender a semear o amor, a construir o bem, a luminar a vida. Em síntese, amor ao próximo, perdão das ofensas, ação constante no bem, porque somos viajores do infinito em demanda à perfeição.


Texto enviado por Amílcar Del Chiaro Filho, para publicação, ao Correio Fraterno do ABC, pouco antes do seu desenlace, ocorrido em 30 de novembro de 2006. Foi um dos mais autênticos e fervorosos Espíritas que escolheram o Brasil, para trabalhar em favor da Doutrina Consoladora e do seu povo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ânimo e fé



A existência pode ter sido amarga.

Espinheiros talvez se te estendam no caminho.

Caíste, provavelmente, algumas vezes e outras tantas te reerguestes, à custa de lágrimas.

Sofreste perseguição e zombaria.

O mundo terá surgido aos teus olhos por vasto deserto.

Anotaste a força da morte que te subtraiu a presença de entes caros.

Viste a deserção de companheiros, renegando-te os ideais.

Seres queridos ignoraram-te os propósitos de elevação.

Varaste crises em forma de fracassos aparentes.

Tiveste o menosprezo por parte de muitos daqueles aos quais te confiaste.

Ouviste as palavras esfogueantes dos que te condenaram sem entender-te.

Palmilhaste longas áreas de solidão.

Perdeste valores que consideravas essenciais à sustentação dos empreendimentos que te valorizam as horas.

Sofres tribulações.

Suportas conflitos.

Atravessas dificuldades e tentações.

Entretanto, por maior seja a carga de provações e problemas que te pesam nos ombros, ergue a fronte e caminha para a frente, trabalhando e servindo, amando e auxiliando, porque ninguém, nem circunstância alguma te podem furtar a imortalidade, nem te afastar da onipresença de Deus.

Emmanuel

(Livro: Companheiro - Médium: Francisco Cândido Xavier)


PARA SER FELIZ

Confia em Deus.
Aceita no dever de cada dia a vontade do Senhor para as horas de hoje.
Não fujas da simplicidade.
Conserva a mente interessada no trabalho edificante.
Detém-te no “lado bom” das pessoas, das situações e das coisas.
Guarda o coração sem ressentimento.
Cria esperança e otimismos onde estiveres.
Reflete nas necessidades alheias, buscando suprimi-las ou atenuá-las.
Faze todo o bem que puderes, em favor dos outros, Sem pedir remuneração.
Auxilia muito.
Espera pouco.
Serve sempre.
Espalha felicidade no caminho alheio, quanto seja possível.
Experimentemos semelhantes conceitos na vida prática e adquiriremos a luminosa ciência de ser feliz.
(Emmanuel)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mortos amados

Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê...

Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.

Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente.
Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqulizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.

Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

(Do livro “Na Era do Espírito”, Emmanuel, Francisco C. Xavier)

SAUDADE

Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes...

Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.

Eles avançam para a vanguarda...

Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação...
Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar...

Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.

Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.
Hoje, transferidos de plano, colhem os frutos das espécies que semearam.
Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

(Do Livro “Irmãos Unidos”, Scheilla, Francisco Cândido Xavier/Autores Diversos)