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Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.
Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.
Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.
Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.
Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas de seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.
As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.
No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.
Jamais brinque com os sentimentos do próximo.
Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.
Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.
Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.
Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. Uberaba-MG: CEC. 2001.
André Luiz
Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.
Evite aborrecimento com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.
Não se perturbe com o malcriado; o irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.
Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.
Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado ou inexperiente.
Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.
Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará a lição.
Auxilie o doente; agradeça ao divino poder o equilíbrio que você está conservando.
Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.
Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.
Do livro: Agenda Cristã
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Ninguém foge à lei da reencarnação.
Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro,
induzindo-o à derrocada moral.
Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil,
que nos pede sacrifício incessante.
Ontem, abandonamos a jovem que nos amava,
inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.
Hoje, temo-ia de volta por filha incompreensiva,
necessitada do nosso amor.
Ontem colocamos, o orgulho e a vaidade no peito
de um irmão que nos seguia os exemplos menos
felizes.
Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo
despótico ou de filho problema, o cálice amargo
da redenção.
Ontem, esquecemos compromissos veneráveis,
arrastando alguém ao suicídio.
Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa
de um filhinho, portador de moléstia irreversível,
tutelando-lhe à custa de lágrimas, o trabalho de
reajuste.
Ontem, abandonamos a companheira inexperiente,
a míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da
delinqüência.
Hoje, achamo-ia ao nosso lado, na presença da
esposa conturbada e doente, a exigirnos a
permanência, no curso infatigável da tolerância.
Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais
afetuosos e devotados, sangrando-lhe o espírito, a
punhaladas de ingratidão.
Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar,
carregando fardos de angústia, a fim de aprender a
plantar carinho e fidelidade.
À frente de toda dificuldade e de toda prova,
abençoa sempre e faze o melhor que possas.
Ajuda aos que te partilham a experiência, ora
pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem
e desculpa todos aqueles que te injuriam.
A humildade é chave de nossa libertação.
E, sejam quais sejam os teus obstáculos na
família, é preciso reconhecer que toda construção
moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos
alicerces invisíveis da luta em casa.
EMMANUEL
Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.
Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.
Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.
Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes.
Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espírito ainda vinculados
à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.
Levanta os caídos e ampara os que tropecem.
Não te lamentes.
Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores.
Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.
Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal.
Auxilia aos outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.
Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo
as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra,
a caminho da Vida Maior.
Louva, agradece, abençoa e serve sempre.
E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo
que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.
Francisco Cândido Xavier (Emmanuel)
O gesto de doar é um dos mais lindos aos olhos de Deus.
O doador é alguém que esquece de si mesmo para pensar no outro.
Certa vez, um senhor que estava voltando do laboratório onde costumava doar sangue, foi chamado ao telefone, no seu escritório.
Era a esposa a lhe informar do acidente ocorrido com o filho, que já estava fora de perigo graças à transfusão de sangue, certamente de um doador anônimo.
Naquele momento, o homem se comoveu ao pensar nas outras vidas que o seu sangue já poderia estar salvando.
Esse caso é muito interessante, porque nos demonstra que o bem que promovemos sempre retorna para nós mesmos.
Mas, juntamente com as transfusões sanguíneas, os transplantes de órgãos constituem um dos avanços mais significativos da medicina.
Devido ao progresso tecnológico, hoje em dia, já é possível o transplante de córnea, ossos, pele, cartilagens, vasos e até mesmo de rins, fígado e coração.
Algumas pessoas se mostram preocupadas com a situação do doador após a morte.
Temos aprendido que o Espírito sobrevive à morte e mantém sua aparência, sua psicologia, sua individualidade.
Isto faculta alguns questionamentos:
O Espírito sentirá dores na retirada de órgãos para a doação?
O seu corpo espiritual, o perispírito, ficará mutilado?
Normalmente o ato cirúrgico não implica em dor para o Espírito desencarnado.
A agonia da morte impõe uma espécie de anestesia geral ao doente, com reflexos no Espírito, que tende a dormir nos momentos cruciais da grande transição.
Além disso, o perispírito não sofre mutilação alguma com a doação de órgãos.
Quem deseje doar córneas, por exemplo, não receie ficar cego no mundo espiritual, pois isso não acontece.
O único cuidado que se deve tomar na questão do transplante, é o de não acelerar a morte clínica dos acidentados no ensejo de salvar outras vidas.
Os Espíritos nos ensinam que cada segundo de vida no corpo físico é um instante precioso para o Espírito encarnado.
Pense um pouco nas vidas que você poderia ajudar a salvar, ao doar sangue regularmente, ou ao permitir que, após a sua morte, partes do seu corpo venham a ser úteis para outras pessoas.
* * *
Já nos dizia Francisco de Assis, em sua oração:
Senhor, ajuda-me a perdoar mais do que ser perdoado;
Compreender que ser compreendido;
Amar que ser amado.
Porque é dando que se recebe;
É perdoando que se é perdoado;
É amando que se é amado;
E é morrendo que se nasce para a vida eterna.
Pense nisso, mas pense agora.
Redação do Momento Espírita.
"BEZERRA DE MENEZES"....Sobre o Carnaval.
Nossas palavras, são velhas repetições às vésperas desses folguedos que alguns o fazem ingenuamente, embora alcançando dividas certas, e muitos se atordoam contraindo pesados débitos e terríveis companhias espirituais.
Assim, se você preza o tempo que lhe foi concedido para estudar, aprender, amar, evoluir;
se deseja, aproveitar a bênção dos céus,em sua existência;
busque nesses dias as casas de criancinhas abandonadas, necessitadas de amor
Visite as instituições onde estão abrigados os enfermos , e se não for possível ausentar-se do lar, estude a sua Doutrina de Amor, trabalhe escrevendo cartas consoladoras, fazendo preces cristãs , utilizando o seu tempo no convívio de seus Mentores amigos, que o elucidarão em muitas questões.
Caridade para consigo mesmo, cuidando-se para que esses dias sejam de luz em sua vida, em seu lar, em seu caminho e a renovação um fato certo.
Que a bênção do Pai Celestial conceda a você forças e inspiração para o seu programa nesses dias.
"Bezerra de Menezes"
Psicografia de {Francisco Candido Xavier}
Livros:-Garimpeiros do Além
1985. (p. 112-113)